Home
Conferências
Exposição

Programa


Inscrições

Contactos
Localização
Comissão Organizadora
Apoios

Conferências

Um planeta (matemático) para evitar o aquecimento global
Manuel Costa Alves
Meteorologista

Já sabemos que “O Binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.” Álvaro de Campos estudou engenharia e sabia o que dizia. O problema continua a ser: “o que há é pouca gente para dar por isso.” Continua, mesmo que a matemática esteja em todo o lado para nos ajudar a descobrir e entender o mundo.
O idioma matemático é universal; o esperanto falhou onde a matemática triunfou. É possível fazer com a matemática o que fazemos com o xadrez e muito muito mais. Dialogar, agir, interagir, operar em várias ciências.
Em qualquer equação que representa propriedades e funcionamentos da atmosfera há muito mais do que a nossa língua consegue comunicar. A modelização da evolução do clima não seria possível se a linguagem da matemática não pudesse suportar a física e a química dos processos atmosféricos.
Esta fase de aquecimento global, imposta em boa parte pelo incremento das emissões de gases com efeito atmosférico de estufa, tem certezas e incertezas que os caminhos abertos sempre abrem.
O IPCC (Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática) considera, numa base qualitativa, o limite de 450 partes por milhão (ppm). Estima que atingido esse nível de concentração de gases com efeito atmosférico de estufa, terá sido ultrapassado um aumento da temperatura média global de 2º C, relativamente ao início da revolução industrial. E que se estabelecerá uma mudança climática com diferentes configurações na geografia planetária. Como nos últimos anos estamos a aumentar as emissões um pouco acima de 2 ppm e, como os sumidouros de CO2 têm diminuído (desflorestação, menor capacidade de dissolução do oceano), se não mudarmos de caminho, esse limite aproxima-se.

Apresentação

<voltar