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Números e Equações que fecundam e desafiam as Ciências da Saúde
Vítor Santos
Médico de família do Centro de Saúde da Covilhã e Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

Era uma vez um ponto. Mas não era um ponto qualquer. Era um ponto tão singular, que de tão singular, se chamou Singularidade. Incapaz de conter a sua densidade infinita, esta Singularidade começou a expandir-se a uma velocidade superior à da luz, mantendo-a prisioneira num universo opaco por 300 mil anos. Quando finalmente a Luz se libertou, o Universo, agora transparente, desvendou a Matéria que, em forma de partículas, se foi organizando em protogaláxias, quasares, estrelas, buracos negros, radiações, gases, poeiras, até às galáxias, estrelas, planetas e cometas do nosso Universo atual.
Num desses planetas, chamado Terra, de cor azul visto por quem a orbita, este Planeta Azul onde ainda hoje chega o eco dessa primitiva expansão em forma de micro-ondas, foi fecundado por matéria orgânica vinda de rastos de cometas que nos visitaram e visitam com uma pontualidade matemática,  originando uma espécie de sopa nos oceanos primitivos onde surge os primeiros microorganismos vivos. A Matéria gera a Vida que de forma explosiva, pela duplicação, se torna origem de toda a biodiversidade, de onde emerge um ser, que tem Consciência de si e se interroga de onde vem e para onde vai.
Este constante interrogar, a busca de padrões  que expliquem a origem de tudo, faz nascer as diversas ciências, que tentam explicar a Origem e o Porvir, constituindo-se a Matemática como  linguagem divina transversal a todas as ciências e que as faz frutificar. A Medicina, como ciência da saúde e da doença, avança graças aos progressos de outras disciplinas científicas e muito da sua beleza ética e estética se deve à Matemática. Assim, há números e equações que fecundam e desafiam as Ciências da Saúde, desde a simples duplicação, triangulação, perímetros e percentis, até à razão de ouro, sequências de Fibonaci e espirais simples e de dupla hélice como o ADN,  que demonstram que a complexidade e a estrutura crescem a partir de um processo simples repetitivo comum, mas pleno de Singularidade.

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